terça-feira, 14 de setembro de 2010

Um convite: Fotografia de Celular

Gerard Goggin (2006, p. 153) comenta que a fotografia por celular ainda vai assumir um importante um lugar no cenário da fotografia digital e cultura visual. Porém, o autor considera que suas dinâmicas estéticas e culturais ainda são precárias neste momento da história."

"Assim sendo, é recente chegar a conclusões definitivas sobre estéticas e dinâmicas deste novo tipo de fotografia, estamos em sua fase inicial. E, ainda mais, em países como o Brasil onde a fotografia por celular ainda está engatinhando e não atingiu a popularidade de usos e costumes."
Fonte: Fotografia por celular: questionando novas práticas e dinâmicas de comunicação. Por Karla Schuch Brunet. Facom/Universidade Federal da Bahia

Muito interessante. O artigo explora as possibilidades da nova tecnologia de fotografar com o celular. A grande mobilidade permite registrar os fatos na hora em que acontecem, isso propiciou uma boa aceitação desta pelo jornalismo. Além disso, para muitos, a fotografia passa a ser algo completamente efêmero, algo para se usar como tela de fundo ou enviar na hora aos amigos, sem a necessidade de armazenar no álbum de memórias, como tradicionamente imaginamos a utilidade da fotografia.

Há também a alusão ao fato de que a fotografia com o celular poderá alcançar lugar importante na cultura visual de nossa sociedade e que a baixa qualidade das imagens poderá ser superada em breve com inovações tecnológicas.

O interessante, porém, é observar esse momento histórico em especial. Em que essa característica de tecnologia nova, barata e em desenvolvimento também habilita novas possibilidades no campo da experimentação artística. Assim como as Lomos foram consideradas a princípio câmeras de baixa qualidade para depois, até hoje, serem muito bem aceitas no campo da arte. Fiquemos atentxs, os celulares estão aí e suas possibilidades ainda foram pouco exploradas.

Abaixo algumas experimentações. Reparem nas distorções que é possível conseguir sem usar softwares de edição de imagem, programando para registrar daqui a 3 segundos, por exemplo, e jogando o celular para cima. Essa é só uma idéia, mas o convite fica aqui: a fotografia com o celular pode render novas formas de ver o mundo?


quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Suco? Foto?


Uma caixa de suco? Sim! Mas também: uma câmera fotográfica! A construção de câmeras pinholes (pin: agulha, hole: buraco), é uma das formas de obter imagens fotográficas sem depender de aparelhos tecnológicos.
Qualquer um com espírito criativo e vontade de dar uma de MacGyver pode inventar seu próprio aparato. O segredo? Não ter medo de experimentar, tentar de novo e de novo até conseguir um resultado que agrade. A "máquina" garante diversos efeitos inesperados: não há como saber extamente o que se está fotografando e muito menos controlar o foco. Só mesmo o tempo de exposição que varia dependendo da quantidade de luz e do tipo de filme ou papel fotográfico. Nesse caso a câmera possuía um sistema de rolamento que pertimiu a utilização de um filme comum, que pode depois ser revelado em qualquer estúdio.

Ativismo? também!! Apesar de inesperadas, as pinholes permitem maior acesso a possibilidade de criação de imagens. Com um pouco de imaginação é só sair por aí fotografando e claro compartilhando situações, pensamentos e experimentações artísticas. Autonomia já!
Além de claro ser uma ótima forma de reciclar materiais e de dar funções inesperadas a objetos cotidianos. Parar, olhar, reparar: está aí uma ótima forma de recriar e transformar a forma como vemos e nos relacionamos com o nosso entorno e com nós mesmos.

domingo, 14 de setembro de 2008

Tapajós!!

Rio Tapajós!!



Não há como passar desapercebido por ele... Sua imensidão, sua beleza, sua importância para todos os seres da região faz com que ele seja parte da vida de cada um...


O barco pode ser seu transporte, seu trabalho, sua casa...
Todos estão intimamente ligados a ele...


Aprender com as crianças...

Dizem que quem se banha no Tapajós não vai mais embora... Verdade ou não, a paixão é à primeira vista!!!




segunda-feira, 8 de setembro de 2008

7 de Setembro

O tempo parece não passar.
..
O que um morador de rua
pensa
ao ver o desfile de 7 de Setembro?

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

...



Essa foto foi tirada no centro de Londrina - Pr, na fachada de um Banco. Uma cena cujos olhos apressados se acostumam a não ver. Em um rápido olhar, nada tem a dizer.. Mas ela está lá. Como um triste quadro. Reflete a sociedade e arranha com seu silêncio cortante.

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Usina de Mauá...


a falta de nitidez no primeiro plano,
como moldura para o segundo


Sinceridade


Há faixa, pelo buraco da faixa..


Para quem está acostumado com a televisão, os limites do quadro..


Detalhe: bandeira e boné da mesma "coleção", via campesina


Coragem e sabedoria, atentos.



*** Fotos tiradas na manifestação em Londrina no dia 09/08/2008 contra a construção da usina de Mauá e em defesa da biodiversidade.

O PAC previu inicialmente a construção de 7 usinas no Rio Tibagi. A bacia abrange 42 municípios no Paraná, os principais são Londrina e Ponta Grossa. Ao todo são 24.712km2 de área, mais de 1 milhão e meio pessoas, e uma urbanização de 86%. Segundo a bióloga e pesquisadora da UEL Sirlei Bennemann, que estuda as espécies de peixes do rio há quase 20 anos, o Tibagi tem a maior biodiversidade de fauna e flora do Estado com relação aos outros rios. São cerca de 500 espécies de aves; 150 de mamíferos, além dos peixes, muito dessa biodiversidade ainda não foi completamente estudada.

Os impactos ambientais também não foram estudados antes da aprovaçao. O termo assumido foi que o problema seria estudado posteriormente e que medidas compensatórias seriam tomadas.

A empresa contratada para as obras civis é a J. Malucelli. Tem pouca experiência na construção de usinas e esteve envolvida na desabamento da Barragem de Esporra, em Minas Gerais.


Saiba mais: Produto Coletivo